Histórias e estórias de aviação.
terça-feira, junho 12, 2007
terça-feira, maio 08, 2007
21 - ZS-DLI ou Spirit of Wilderness - PA18 de Paul Dutton
Nome: Spirit of Wilderness
Matricula: ZS-DLI
Tipo e Modelo: Piper Super Cub modelo PA18
Ano:1955

O Paul vive na região de Durban e colabora ainda com Moçambique nomeadamente no Projecto Carr Foundation - Gorongosa, como consultor permanente, pois é considerado um dos melhores especialistas de fauna bravia em África. Pode vê-lo na minha crónica da nossa recente ida ao Parque, em http://my.gorongosa.net/

Yellow Cub ......... Spirit of the Wilderness was imported from the USA in 1995 by a mission station in Northern Zululand in its original colour of ivory. It is now Yellow to conform with the remaining 20 Super Cubs still flying in South Africa. The painting was also necessary to hide all the injuries that the aircraft has suffered over the past 52 years!

I had the privilege of converting to a float plane when visiting Alaska in 2005. This was a smaller version of the PA 18, a Piper Cub powered by a small 90HP Continental engine. Water landings require great care because of the difficulty of judging ones altitude over a mirrored water surface.Get it wrong and you drown!

Spirit of the Wilderness and a number of other aircraft have lost our airstrip to make way for a large international airport scheduled to be finished in time for the World Soccer Cup. Corruption is driving the project.

I flew Spirit of the Wilderness each year starting 1989 over the inner bay of the Bazaruto Archipelago in order to census the last viable population of Dugongs (Peixe mulher) on the southern African coast. They were then over 200 and now less than 30 due to their drownings in gill nets (rede de rasto) set for shark harvesting.

The landing strip on Bazaruto Island in Mozambique was more often suitable for water birds than for landing Spirit of the Wilderness
terça-feira, maio 01, 2007
20-Desastre do CS-TBR no Funchal em 19.11.1977


A aeronave era um B.727-282ADV, versão 200 com capacidade para 189 passageiros e fabricada para a TAP (dai o código 82) e entregue 2 anos antes. Era um tri-reactor (com motores Pratt&Whitney JT8D), número 1096 da linha de produção. Ostentava o nome do pioneiro da aviação portuguesa, Sacadura Cabral, curiosamente falecido num acidente aéreo no Canal da Mancha
As cores da TAP eram ainda o branco e vermelho, a mudança para verde e vermelho seria para três anos mais tarde. Na altura ainda se lia "Transportes Aéreos Portugueses" ao longo da fuselagem.
Após a aproximação o avião aterra muito para além do normal, faz aquaplaning numa pista muito molhada e sai pela cabeceira da pista fora, que tinha um desnivel de dezenas de metros em relação á estrada. Cai uns metros mais abaixo em cima de uma pequena ponte de pedra, desfaz-se em duas partes, a traseira que fica cortada atrás das asas em cima da ponte e o resto que cai na praia de calhau e irrompe num mar de chamas.

No rescaldo:
Pessoas à bordo: 8 tripulantes e 156 passageiros = 164
Vítimas fatais: 6 tripulantes e 125 passageiros = 131
A TAP deixou de operar o modelo 727 da série 200 para a Madeira, passando apenas a operar o 727-100, 5 metros mais curto e com capacidade para menos 60 passageiros.
Durante muito tempo ainda se encontravam destroços do avião na praia. Aluminio derretido entre as pedras muito tempo ficou, formando "obras de arte". Eis aquilo que ficou em minha posse:
Este bocado servia de tunel para os meus carros quando era puto. Sempre quisa saber donde era, o meu pai achava que era de uma asa.
Apenas no ano pasasado um mecânico da TAP me conseguiu descobir o que era...Era um eixo de um flap, feito em magnésio (aquilo é incrivelmente leve).
Este foi o único acidente mortal da TAP em voo de transporte de passageiros.
Dados do B.727-200:
Envergadura: 32,92 metros
Corda (na raiz da asa): 7,70 metros
Comprimento total: 45,76 metros
Comprimento da fuselagem: 41,49 metros
Altura total: 10,36 metros
Comprimento interno da cabine: 28,46 metros
Largura máxima da cabine: 3,55 metros
Altura máxima da cabine: 2,18 metros
Área de piso: 91,05 metros quadrados
Volume da cabine: 188,4 metros cúbicos
Superfície Alar: 157,90 metros quadrados
Desempenho com peso de 78.015 kg:
Velocidade Máxima a 6.585 metros: 1014 km/h
Velocidade de cruzeiro a 5.800 metros: 958 km/h
Velocidade económica a 9.150 metros: 914 km/h
Velocidade de perda sem flaps: 302 km/h
Razão de subida: 793 metros por minuto
Teto de serviço: 10.730 metros
Distância de decolagem: 1.774 metros
Equipagem: 2 pilotos, 1 operador de sistemas e 5 tripulantes de cabine
Capacidade: Até 189 passageiros
quarta-feira, abril 18, 2007
quinta-feira, março 29, 2007
18-Acidente Cte. Luís Faria em Mocimboa da Praia-Moçambique em 2/02/02



-Mensagem postada em 2/02/02 no Bar da Tininha -
Neste sábado, numa viagem de Pemba/Ibo/Mocimboa da Praia/Palma/Pemba, veio a falecer num estúpido acidente:
Ao fazer-se à pista de MPraia um pelicano veio de encontro..."
Transcrito para http://voandoemmozambique.blogspot.com
quarta-feira, março 28, 2007
domingo, março 18, 2007
16 - EPISÓDIOS DA AVIAÇÃO EM MOÇAMBIQUE
EPISÓDIOS DA AVIAÇÃO EM MOÇAMBIQUE
1. Durante a visita do então Presidente da República Almirante Américo Tomaz a Moçambique (1964), as viagens a algumas localidades do interior de Moçambique, como por exemplo a Vila Pery, era feita de avião, nos velhos Dakotas DC3, porque os então “Foker Friendships” (aviões muito mais cómodos e mais rápidos que os velhinhos DC 3), não podiam aterrar em pistas de terra batida, dado que o pó prejudicava os motores turbo hélice que possuíam. Como era necessário dar apoio às notícias das visitas, foram encarregados os táxis aéreos e os aviões do ACB de fazer as ligações, transportando a correspondência de para e para a comitiva presidencial. Assim, num belo dia, estava o avião presidencial, cujo Comandante era o PLA Sr. Branco (o mesmo Comandante da DETA, que foi o meu examinador), já alinhado e com os motores acelerados, tendo mesmo começado a rolar, quando aparece um dos Comanches dos TAM (do Jorge Guerra), tripulado pelo piloto-aviador Álvaro Ferreira , que sem mais esta nem aquela, aterrou e contra todas as regras de legislação e circulação aérea, e se postou à frente do Dakota presidencial, obrigando o Comandante Branco a cortar os motores para evitar uma mais que certa colisão. Zangado, o Comandante Branco abre a pequena janela do cokpit do Dakota, e visivelmente zangado e com razão, deita o braço de fora e de punho cerrado, ameaça dar um soco ao Álvaro Ferreira, que se riu da avaria. Mas o certo é que a correspondência foi entregue aos destinatários da comitiva presidencial, pelo que depois os aviões seguiram os seus destinos sem mais percalços.
2. Num belo dia os Nord Atlas estacionados na B A 10 (Beira), estavam estacionados com o parking brake, no então aeroporto Sacadura Cabral, a experimentar e a aquecer os motores, a mais de 1.500 rpm, quando o piloto Moura, do Leonel Nunes da Silva (SETA), distraidamente a fazer o táxi way para o estacionamento, passou com um Piper Tripacer por trás dos dois Nord Atlas. Resultado: “voou” de lado, capotando, tendo ficado partido e com o trem virado para cima. - Felizmente o piloto nada sofreu.
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[1] O Álvaro Ferreira era casado com uma das sobrinhas do antigo P R Marechal Francisco Higino Craveiro Lopes, portanto filha do antigo Governador de Tete Craveiro Lopes, irmão do dito ex-PR.
Artigo de: António Jorge Xavier Correia de Freitas Côrte-Realdomingo, dezembro 17, 2006
15 - Aterragem do 1º. voo comercial entre Espanha e Gibraltar

Adorei ler esta noticia aqui
e aqui
Finalmente parece que isso acabou. Não sei, ainda, se engloba os voos privados. Só encontrei a notícia em jornais espanhóis.
quarta-feira, dezembro 13, 2006
14 - Foto de avião abatido pela Frelimo em 1971

terça-feira, dezembro 12, 2006
11-O voo 495 da Martinair que se despenhou em Faro



A 21 de Dezembro de 1992, um avião da companhia holandesa Martinair despenha-se ao aterrar no aeroporto de Faro. 54 pessoas morreram neste acidente.
O que foi feito para evitar situações destas no futuro até descrições e discussões sobre o acidente de Faro, para ver aqui, aqui e aqui.
Copiado daqui.
sexta-feira, dezembro 08, 2006
9 - Aves põem em perigo navegação aérea em Quelimane
Maputo, Quinta-Feira, 7 de Dezembro de 2006:: Notícias
Empresas do sector aéreo, passageiros e outros utentes dos serviços aeronáuticos afirmaram, quando abordados pela nossa Reportagem, que a empresa dos Aeroportos de Moçambique pouco ou quase nada está a fazer para garantir a segurança de pessoas e bens que transitam por aquele aeroporto. As empresas que exploram os serviços da aeronáutica civil, particularmente, vão mais longe ao afirmarem que elas pagam todas as taxas solicitadas pelos Aeroportos de Moçambique, mas nem com isso encontram os serviços desejáveis.
Dados apurados pela nossa Reportagem indicam que só de 1997 a 22 de Janeiro deste ano, foram registados vinte e dois incidentes com aves que entraram nos reactores das aeronaves, causando avultados danos materiais.
Leia em:
Download aves_pem_em_perigo_navegao_area_em_quelimane.doc