
Adorei ler esta noticia aqui
e aqui
Finalmente parece que isso acabou. Não sei, ainda, se engloba os voos privados. Só encontrei a notícia em jornais espanhóis.
Maputo, Quinta-Feira, 7 de Dezembro de 2006:: Notícias
Empresas do sector aéreo, passageiros e outros utentes dos serviços aeronáuticos afirmaram, quando abordados pela nossa Reportagem, que a empresa dos Aeroportos de Moçambique pouco ou quase nada está a fazer para garantir a segurança de pessoas e bens que transitam por aquele aeroporto. As empresas que exploram os serviços da aeronáutica civil, particularmente, vão mais longe ao afirmarem que elas pagam todas as taxas solicitadas pelos Aeroportos de Moçambique, mas nem com isso encontram os serviços desejáveis.
Dados apurados pela nossa Reportagem indicam que só de 1997 a 22 de Janeiro deste ano, foram registados vinte e dois incidentes com aves que entraram nos reactores das aeronaves, causando avultados danos materiais.
Leia em:
Download aves_pem_em_perigo_navegao_area_em_quelimane.doc
Os aviôes e o Aeródromo Pais Ramos
Venham aqui meus senhores,
Gente da Beira eu chamo,
Para ver se ainda se lembram,
Do aeródromo Pais Ramos.
Tinha uma pista de cimento,
Mas sempre íamos aterrar.
Na que era de capim,
Porque as rodas nâo gastar.
O Aeroclube da Beira
Aí estava situado
Tambem estava o Guerra
Um piloto afamado.
Na casa da Torre de Controle,
Por baixo estava o bar,
Onde bebíamos uns copos,
Logo depois de voar.
Antes no Tiger Moth,
Voávamos toda a semana,
A mim dava-me instruçâo,
O amigo Lomba Viana.
Depois de muito voar
De manhâ até à ceia,
Brincavamos com o Chipmunk
Eu e o Mario Gouveia.
Íamos p’ra os tandos do Busi,
Razávamos os Inhacosos,
Tínhamos que ter cuidado,
Porque eram jogos perigosos.
O Taylorcraft velhinho,
Andava sempre no ar,
Era a primeira avionete,
Que nos deixavam voar.
Ensinou a muita gente,
Com diferentes instructores,
Onde aprenderam a voar,
Engenheiros e doctores.
Já mais modernos um dia,
Chegou o Colt à Beira
O primeiro a voà-lo
Foi o bom Chico Moiteira.
Tinhámos lá um Tri-Pacer,
Que nâo estava nada mal,
Para instruçâo o que queria
Ser piloto comercial.
Eram vermelhos e prata
As cores que levávamos a voar,
Quando chegou o Jardim,
Tratou de modificar.
Pintaram-se de azul e branco,
E com elas sempre voar,
Eram as cores preferidas,
Do Antonio O. Salazar.
Era um clube de direitas,
E dava bem nas vistas,
Nâo havia ninguem da esquerda,
Nâo entravam comunistas.
Quem se lembra desses tempos?
Do Tony Ladley e do Guerra,
Do Lutz, do Carlos Silva,
Do Jorge e do Dr. Serra?.
Por falar de Dr. Serra de Lemos,
Era um psiquiatra nada mau,
Lembram-se daquela vez,
Que fez um “cavalo de pau”?
Torceu a hélice ao Teco Teco,
Depois de uma aterragem,
Mas sempre com muita calma,
Com outro seguiu viagem.
Aos anúncios do S.L.e Beira,
Quantas tangentes passámos,
Tínhamos que fazer “side slip”,
Muitas vezes assim aterrámos.
Alguns sustos apanhámos,
Nas aventuras de voar,
Uma vez com o Carlos Silva,
Na praia fomos aterrar.
De tantos e bons companheiros,
Estava-me aqui a lembrar,
Que desde que saímos da Beira,
Nunca mais pude encontrar.
Uns já não estâo aqui,
Voam noutra dimensão,
Os outros que nâo sei deles,
Saberá Deus onde estâo?
Aqui quero deixar estas rimas,
Enquanto alguns aqui estamos,
Esta boa recordacâo,
Do Aerodromo Pais Ramos.
Victor Cabral “Hunter” em 6/10/2006
Copiado da Comunidade MSN Beira.